Santander tem lucro de R$ 9,687 bilhões, mas mantém fechamento de postos de trabalho

O lucro líquido gerencial do Santander, nos primeiros nove meses de 2026, alcançou R$ 9,687 bilhões. Mas o resultado bilionário não foi suficiente para acabar com a política de cortes do banco.

Em apenas 12 meses, o Santander eliminou 5.965 postos de trabalho, sendo 1.545 apenas no terceiro trimestre.

Em contrapartida, o banco ganhou 3,2 milhões de clientes e chegou a 72,9 milhões, no mesmo período. Também foram fechadas 134 agências, além de 101 postos de atendimento bancário (PABs).

Em relação ao lucro acumulado no mesmo período de 2025, houve queda de 16%. O terceiro trimestre registrou queda de 4,3% sobre o trimestre anterior, ficando na faixa de R$ 2,885 bilhões. Já o retorno gerencial sobre o patrimônio líquido (ROE) ficou em 11,9%.

O banco informou que o resultado teve influência da queda de 1,6% na margem financeira e de 2,4% nas receitas com comissões. Os créditos tributários também favoreceram o desempenho.

No cenário global, o Grupo Santander teve alta de 16% no lucro, sendo Brasil responsável por 14,3% do resultado.

O banco chegou ao final de setembro com 45.782 empregados, contra 51.747 um ano antes. Ou seja, o quadro diminuiu 11,5%, aproximadamente, mas a base de clientes cresceu para 72,9 milhões de pessoas.

Também houve crescimento de 4,7% em um ano na carteira de crédito ampliada, que atingiu o patamar de com 45.782 empregados, contra 51.747 um ano antes. Enquanto o quadro diminuiu 11,5%, aproximadamente, a base de clientes cresceu para 72,9 milhões de pessoas.

Segundo o balanço do banco, as despesas com pessoal e participação nos lucros e resultados (PLR) tiveram queda de 3,2%, para R$ 9,034 bilhões. Com isso, as receitas com serviços e tarifas foram suficientes para cobrir 190,1% das despesas com pessoal e PLR.

Veja, abaixo, a tabela com o resumo do balanço do banco:

 

Fonte: Contraf-CUT