A terceira rodada de negociações entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e a direção do banco aconteceu na manhã desta terça-feira (28), em São Paulo.
No encontro, a representação dos trabalhadores debateu com o banco a pauta específica da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Antes da apresentação da pauta do dia, com temas relativos à saúde, os trabalhadores cobraram respostas sobre as questões apresentadas nas últimas reuniões.
Sobre o programa de bolsas de estudo, o banco informou que 90% das 2.500 bolsas oferecidas já estão sendo utilizadas e que a distribuição entre homens e mulheres é equilibrada.
Também informou que a maior parte dos beneficiários está matriculada em cursos de pós-graduação e 5% das bolsas já são ocupadas por pessoas com deficiência (PCDs).
O debate sobre cláusulas sociais também foi retomado. Foi discutida a proposta de criação de um programa permanente de capacitação em tecnologia voltado prioritariamente para mulheres (cis e trans) e pessoas transgênero.
O Santander explicou que estuda a possibilidade de incluir os cursos de tecnologia na cláusula que já prevê a concessão de bolsas de estudo aos empregados.
A COE reivindicou o fornecimento de telefone celular corporativo a todos os empregados que atuam em atividades externas, a exemplo do BB1, com linha telefônica e pacote de dados suficientes para garantir a conexão compartilhada (Wi-Fi) com equipamentos de trabalho, como notebooks e tablets.
Em relação à saúde, as principais reivindicações são a manutenção da assistência médica aos aposentados nas mesmas condições vigentes durante o contrato de trabalho, evitando que o custo do plano passe a ser integralmente arcado pelo ex-empregado após a aposentadoria, e a definição de limites para os custos das mensalidades e da coparticipação, de forma que os valores sejam compatíveis com a remuneração dos trabalhadores.
A COE reivindicou que os empregados possam escolher entre as duas operadoras de saúde já contratadas pelo Santander, de acordo com a disponibilidade de atendimento em sua região.
O Santander respondeu que, neste momento, a migração entre os planos não é possível por questões técnicas e contratuais.
Também mereceu destaque nos debates a questão da regulamentação do direito à desconexão digital, garantindo que os bancários não sejam acionados fora da jornada de trabalho, salvo em situações excepcionais previstas em acordo, inspirado no modelo adotado pelo banco na Espanha.
O banco disse que o tema está sendo debatido na mesa com a Fenaban e não será tratado na negociação específica.
No próximo dia 12 de agosto haverá nova rodada de negociações.
*Fonte: Contraf-CUT