Nesta terça-feira (22), foi realizada mais uma rodada de negociação para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander e a direção do banco.
De acordo com a COE, o banco não atendeu às principais reivindicações dos trabalhadores, como explicou a secretária de Relações Internacionais da Contraf-CUT e funcionária do Santander, Rita Berlofa.
“A negociação precisa avançar para além de ajustes pontuais. Existem problemas concretos enfrentados diariamente pelos funcionários do Santander. Hoje, saímos extremamente frustrados desta reunião. Esperamos avanços na próxima semana”, observou Berlofa.
A negociação vai continuar na próxima semana.
Abaixo, os principais pontos cobrados pela COE:
Plano de saúde
A COE cobra soluções para os problemas do plano de saúde em algumas bases, com destaque para a Bahia e o Distrito Federal.
Coparticipação no plano de saúde
A reivindicação é de isenção de coparticipação no plano de saúde para dependentes com deficiência, incluindo filhos neurodivergentes.
PPRS
Trabalhadores querem valorização do Programa Próprio de Resultados do Santander (PPRS).
Fim do redutor do NPS
Outro ponto foi a cobrança para que não haja redutor relacionado ao NPS (Net Promoter Score), indicador utilizado pelo banco para avaliar a satisfação dos clientes. A representação dos trabalhadores questiona os impactos do indicador sobre a remuneração ou a avaliação dos funcionários por fatores que não estão integralmente sob seu controle.
Uso de celular pessoal
A COE reivindicou que o Santander forneça aparelhos telefônicos aos funcionários que realizam atividades externas, conforme previsto no artigo 3º da CLT. O banco, porém, limitou-se a informar que não há imposição dos seus próprios aparelhos para execução do trabalho externo. O que a COE contestou.
Homologação nos sindicatos
A representação dos trabalhadores voltou a cobrar o retorno da homologação, nos sindicatos, das rescisões de funcionários demitidos.
*Fonte: Contraf-CUT