Propostas da Fenaban mostram desrespeito e categoria mantém mobilização

As propostas apresentadas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), na décima rodada de negociações, nesta terça-feira (25), foram rejeitadas pelo Comando Nacional dos Bancários.

As duas previam perda real e de direitos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Na primeira, o aumento seria de 2,06% (50% da inflação) e, na segunda, de 2,57% (62% da inflação).

Os índices representariam perdas reais na remuneração da categoria (ou seja, abaixo da inflação) de 1,99% e de 1,50%, respectivamente.

Confira outros itens de cada proposta:

Primeira proposta:

– Fim da indenização por morte ou incapacidade por assalto e do auxílio funeral;
– Retirada da multa em caso de descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT);
– Congelamento da PLR e do piso de ingresso;
– Exclusão da verba de requalificação;
– Exclusão da gratificação de compensador de cheque;
– E exclusão da ajuda de deslocamento noturno.

Segunda proposta:

– Congelamento da PLR e do piso de ingresso;
– Aumento de 2,57% no auxílio creche/baba, auxílio para pais com filhos PcD e ajuda de custo para o teletrabalho;
– Exclusão da gratificação de compensador de cheque; e
– E exclusão da ajuda de deslocamento noturno.

Segundo Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, a proposta de 2,57% está entre os 0,46% piores reajustes de 2026.

O Comando Nacional destacou o desrespeito da representação dos banqueiros com as reivindicações da categoria.

Nesta quarta-feira (26), as negociações serão retomadas e bancários e bancárias de todo o país continuarão mobilizados nas ruas e redes sociais usando a hashtag #QueremosPropostaDecente.

 

*Fonte: Contraf-CUT