A categoria bancária aumentou a disposição de participar na construção da pauta de reivindicações da Campanha Nacional. É o que mostra o resultado da Consulta Nacional da categoria, realizada entre 17 de abril e 31 de maio deste ano.
De acordo com o resultado apresentado neste sábado (20) na 28ª Conferência Nacional dos Bancários, o levantamento recebeu 54.952 respostas em todo o país.
Em comparação com 2025, quando foram registradas 33.482 respostas, o aumento foi de 64%. Em relação a 2024, quando a consulta recebeu 46.824 participações, a alta foi de 17%.
Para a economista e técnica do Dieese, Vivian Machado, que apresentou o resultado, os números demonstram que a consulta se consolidou como instrumento estratégico da Campanha Nacional dos Bancários.
O resultado foi apresentado em mesa que teve a participação da presidenta da Federa-RJ, Adriana Nalesso.
De acordo com os dados, 66% dos respondentes trabalham em agências e 32% em departamentos. Por banco, a maior participação veio do Banco do Brasil, com 24,3% das respostas, seguido por Caixa Econômica Federal, com 21,4%; Itaú-Unibanco, com 18,4%; Bradesco, com 16,3%; Santander, com 6,7%; Banrisul, com 2,8%; Banco do Nordeste, com 1,6%; e outros bancos, com 8,6%.
O levantamento mostrou que, entre as cláusulas econômicas, a principal prioridade apontada pela categoria foi o aumento real de salário, indicado por 93% dos respondentes. Em seguida aparecem aumento da PLR, com 63%; aumento maior para o vale-alimentação e o vale-refeição, com 51%; aumento do piso da categoria, com 31%; Plano de Cargos e Salários, com 25%; igualdade salarial, com 10%; aumento da ajuda de custo para home office, com 3%; e aumento do auxílio combustível, com 2%.
Já nas cláusulas sociais, a manutenção de direitos aparece como a principal prioridade, citada por 65% dos respondentes. Emprego foi indicado por 45%; plano de saúde, por 39%; combate ao assédio moral, por 35%; jornada de quatro dias semanais, por 30%; igualdade de oportunidades, por 24%; previdência complementar, por 19%; e impacto das inovações tecnológicas, por 17%.
*Fonte: Contraf-CUT