Mudanças no comissionamento Super Caixa geram críticas do movimento sindical

O regulamento do programa de comissionamento Super Caixa 2026 sofreu mudanças que vêm preocupando as entidades representativas dos empregados.

As mudanças foram implementadas pela Caixa sem qualquer debate ou participação da representação dos trabalhadores, segundo o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), da Caixa, Felipe Pacheco.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), assessorada pela CEE/Caixa, fez uma análise das medidas. O resultado aponta que as alterações ampliam condicionantes para o pagamento da comissão e a complexidade do sistema de metas, podendo dificultar o acesso dos trabalhadores aos valores previstos no programa.

Com as mudanças o pagamento passa a depender também do lucro líquido contábil da Caixa no semestre. As entidades criticam, ainda, a adoção de um novo modelo de avaliação baseado em múltiplas dimensões de desempenho, ampliando o número de indicadores utilizados para medir resultados.

Também foi introduzido um modelo escalonado de comissionamento, com cinco níveis de pagamento, o que pode reduzir o valor final recebido pelos trabalhadores quando os níveis mais altos não são atingidos.

Fabiana Uehara, representante das empregadas e empregados no Conselho de Administração da Caixa, afirmou que foram apresentadas sugestões para tornar o programa mais transparente e equilibrado.

Entre as sugestões estão:

  •  Retirada da condicionante de lucro para pagamento da comissão;
    •    Simplificação dos critérios e indicadores utilizados na avaliação;
    •    Manutenção de regras que não prejudiquem trabalhadores que mudam de função ou unidade durante o período;
    •    Maior transparência sobre o orçamento total destinado ao comissionamento.

A CEE encaminhou à Caixa pedido para nova reunião específica para tratar do Super Caixa, já na próxima quarta-feira (8).

 

*Fonte: Contraf-CUT