A representação dos trabalhadores continua cobrando que a Caixa Econômica Federal responda sobre as propostas destinadas a fortalecer a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, institucional e de assédio no ambiente de trabalho.
Já se passaram quase dois meses da reunião de negociação entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa e a direção do banco, realizada em 31 de março. Em abril já havia sido feita uma cobrança.
Um dos principais pontos apresentados pela CEE é a garantia de que empregadas vítimas de violência que precisem ser transferidas de unidade para preservar sua integridade física e psicológica não sofram prejuízos financeiros ou profissionais.
A proposta prevê a manutenção da remuneração de função, da referência salarial e das condições relacionadas ao porte da unidade de origem, evitando que a proteção à vítima resulte em perda de renda ou rebaixamento funcional.
Dados recentes mostram que a violência contra as mulheres continua sendo uma grave realidade brasileira.
De acordo com um levantamento citado na publicação “Como conversar com homens sobre violência contra meninas e mulheres”, produzida com apoio da Contraf-CUT e da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), cerca de 673 mulheres denunciam episódios de violência doméstica todos os dias no Brasil e quatro mulheres são vítimas de feminicídio diariamente.
Vale ressaltar que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria bancária possui cláusulas específicas voltadas ao enfrentamento à violência contra as mulheres.
As cláusulas incluem mecanismos de acolhimento, proteção e orientação às trabalhadoras vítimas de violência doméstica.
A representação dos empregados observa que é preciso avançar para que esses instrumentos sejam efetivos também na realidade da Caixa.
*Fonte: Contraf-CUT