O lucro líquido gerencial do Itaú Unibanco, no primeiro trimestre deste ano, atingiu R$ 12,282 bilhões. O valor significa uma alta de 10,4% em comparação ao mesmo período de 2025.
Já a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) no Brasil ficou em 26,4%, registrando alta de 2,7 pontos percentuais em 12 meses, mostrando a elevada lucratividade do maior banco privado do país.
O relatório financeiro do banco aponta que o desempenho foi impulsionado pelo aumento de 4,5% da margem financeira com clientes, resultado do maior volume de crédito e da ampliação da participação de produtos mais rentáveis, principalmente crédito imobiliário, consignado privado e linhas voltadas a pequenas e médias empresas.
Apesar dos resultados positivos, o banco continua reduzindo a estrutura física e o quadro de funcionários. Em março deste ano, o Itaú tinha 81.659 empregados no Brasil, após o fechamento de 4.620 postos de trabalho em 12 meses, sendo 1.034 vagas apenas no trimestre. No mesmo período o banco fechou 360 agências físicas no país.
Entretanto, o número de clientes registrou aumento de 1,678 milhão, alcançando 100,9 milhões de clientes.
De acordo com o movimento sindical, o contraste entre resultados bilionários e redução de empregos reforça a necessidade de debate sobre condições de trabalho, saúde mental e valorização dos bancários.
A coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Valeska Pincovai, ressalta que os resultados mostram um modelo de gestão que amplia a pressão sobre os trabalhadores.
“Enquanto o lucro do Itaú cresce, aumenta também o número de bancários adoecidos. Não se trata de fragilidade individual, mas de um sistema que adoece coletivamente”, concluiu a coordenadora.
*Fonte: Contraf-CUT