O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) se reuniram, nesta quinta-feira (16), para a terceira rodada de negociações pela Campanha Nacional Unificada 2026.
O tema da mesa foi a Igualdade de Oportunidades. O Comando apresentou dados do Dieese, que refletem o abismo salarial por gênero e raça, que atinge a categoria bancária.
A questão do endividamento da categoria também teve destaque na reunião e deverá voltar ao debate nos próximos encontros.
Reivindicações da categoria:
– Que cada contratação de pessoas negras seja notificada pelos bancos à Contraf-CUT.
– Protocolo nacional de combate ao racismo, para que os trabalhadores saibam como lidar com casos praticados por clientes.
– Comissão de heteroidentificação: criação de comissões paritárias, capacitadas para validar a autodeclaração de candidatos negros e garantir a aplicação correta das políticas afirmativas.
Devolutivas da Fenaban:
Protocolo de combate ao racismo
– A Fenaban propôs que as denúncias de racismo praticadas por clientes sejam encaminhadas aos canais, já existentes nos bancos, de combate ao assédio. Esses canais também passarão a atender casos de LGBTfobia.
Combate ao assédio sexual:
– Toparam incluir na Convenção Coletiva a definição dos comportamentos que caracterizam assédio sexual ou condutas inadequadas (importunação). Essa lista será explicativa e ajudará na formação do quadro de funcionários.
Escala 4×3:
Apesar de o tema da redução da escala ter sido abordado em mesas anteriores, sobre essa questão a Fenaban trouxe como devolutiva que não há espaço nos bancos para avanços neste ano.
Por outro lado, propôs trazer uma especialista que assessora a implementação da 4×3 em empresas brasileiras para aprofundar a discussão na mesa de negociação com o Comando Nacional.
Incentivo a mulheres nas finanças
A Fenaban propôs a contratação de cursos em finanças e encarreiramento, para formação e fortalecimento das mulheres no setor bancário.
Sobre a questão do endividamento, a Fenaban disse que deverá estudar e apresentar uma resposta nas próximas mesas de negociações.
*Fonte: Contraf-CUT/Federa-RJ