A pauta de reivindicações para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) no Itaú engloba questões como teletrabalho, ponto eletrônico, banco de horas, quitação do registro de ponto, auxílio-educação e condições de trabalho, além de questões relacionadas ao monitoramento digital, à saúde dos trabalhadores e à transição das certificações profissionais da Anbima.
Nos últimos dias 27 (terça-feira) e 28 (quarta-feira) foram realizadas rodadas de negociação na sede da Contraf-CUT e na sede do banco, respectivamente.
Valeska Pincovai, coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, explica que a renovação do acordo deve assegurar direitos e ampliar a transparência nas relações de trabalho.
“O banco tem a obrigação de dar transparência às ferramentas que utiliza, respeitar a jornada contratada e assegurar o direito à desconexão”, ressaltou a coordenadora.
O monitoramento digital foi um dos principais temas debatidos. A COE cobrou transparência sobre os recursos utilizados pelo banco para acompanhar a rotina profissional, identificar atividades e produzir indicadores de produtividade.
O banco se comprometeu a levar à mesa de negociação os termos assinados pelos trabalhadores, para que a representação sindical possa conhecer seu conteúdo e avaliar a necessidade de complementações.
O objetivo é garantir que os documentos informem, de maneira clara, quais ferramentas são utilizadas, suas finalidades e quem detém sua propriedade.
A representação dos trabalhadores aguarda uma nova data de negociação para que o banco apresente retorno às reivindicações feitas pelo movimento sindical.
*Fonte: Contraf-CUT