Balanço divulgado pela Caixa Econômica Federal aponta um lucro líquido contábil consolidado de R$ 3,469 bilhões no primeiro trimestre de 2026.
Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 43,2%, que teve o lucro de R$ 6,101 bilhões.
De acordo com o balanço, o lucro líquido recorrente foi de R$ 3,5 bilhões, registrando queda de 34,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e crescimento de 25,4% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recorrente foi de 9,3%.
O aumento das despesas com provisão para créditos de liquidação duvidosa (PCLD), que somaram R$ 6,5 bilhões no período, teve forte impacto na queda do lucro da Caixa. Em relação ao primeiro trimestre de 2025, houve alta de 211,5%, apontando para a maior necessidade de cobertura para riscos de inadimplência na carteira de crédito.
Felipe Pacheco, coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa), explica que os resultados demonstram a importância estratégica da Caixa para o desenvolvimento econômico e social do país, mas também evidenciam a necessidade de valorização do quadro de pessoal.
Em relação à carteira de crédito, a Caixa encerrou março com R$ 1,410 trilhão, crescimento de 11,3% em 12 meses e de 2,3% na comparação com dezembro do ano passado. O principal destaque continua sendo o crédito imobiliário, que avançou 13,9% em relação a março do ano passado.
A Caixa manteve papel central na execução das políticas públicas do governo federal. No trimestre, foram pagos R$ 105,5 bilhões em benefícios sociais e programas governamentais. Entre os principais itens estão R$ 38,4 bilhões do Bolsa Família, R$ 42,8 bilhões em benefícios do INSS, R$ 13,5 bilhões em seguro-desemprego e R$ 4,6 bilhões em abono salarial.
Também impactou o resultado a despesa de provisão para perdas associadas ao risco de crédito, que alcançou R$ 6,5 bilhões no trimestre.
A Caixa ressalta que a comparação com períodos anteriores deve considerar os efeitos da adoção da Resolução CMN nº 4.966/2021, que alterou critérios de contabilização e provisão de perdas esperadas no sistema financeiro.
*Fonte: Contraf-CUT