Caixa: encontro debate remuneração variável e faz reflexão sobre Transtorno do Espectro Autista

Com a participação da economista Catia Uehara, da Rede Bancários do Dieese, do secretário de Saúde da Contraf-CUT, Mauro Salles, e do diretor de Saúde e Previdência da Fenae, Leonardo Quadros, o 41º Conecef teve debates sobre a remuneração variável, os programas de metas e seus impactos sobre a saúde dos trabalhadores, nesta quinta-feira (18).

Catia Uehara lembrou que a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) da categoria bancária é resultado de décadas de organização e negociação coletiva, possuindo regras específicas previstas em lei e na Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários.

Para a economista, é importante diferenciar a PLR das demais formas de remuneração variável adotadas pelos bancos.

Catia observou que a principal preocupação dos trabalhadores deve ser garantir que eventuais programas de resultados tenham critérios transparentes, negociados e capazes de distribuir os ganhos produzidos coletivamente pelos empregados.

Mauro Salles falou sobre os impactos dos modelos de gestão baseados em metas, avaliação permanente e remuneração variável.

De acordo com Mauro, os programas não podem ser analisados isoladamente, pois fazem parte de um sistema que conecta metas, avaliação de desempenho, carreira, reconhecimento e punição.

Falando especificamente da experiência da Caixa, Leonardo Quadros lembrou que a remuneração variável na Caixa passou por diferentes formatos ao longo do tempo e destacou que o debate atual precisa considerar não apenas os resultados financeiros da empresa, mas também o papel dos empregados na construção desses resultados.

O Congresso também abriu espaço para um momento de reflexão, inclusão e memória. Os delegados e delegadas acompanharam um debate sobre os desafios enfrentados por pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Caixa Econômica Federal.

O tema foi apresentado por integrantes do Coletivo Caixa Autista.

 

*Fonte: Contraf-CUT