Nos primeiros nove meses de 2026, o Bradesco obteve um lucro de R$ 20,970 bilhões, registrando um crescimento de 15,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.
Porém, o resultado bilionário não impediu o banco de fechar 3.200 postos de trabalho bancário em 12 meses. Apenas no terceiro trimestre, foram eliminados 1.002 postos ocupados por bancários.
De acordo com a coordenadora da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, Erica de Oliveira, os números mostram a contradição: enquanto o banco amplia seus resultados financeiros e sua base de clientes, reduz o número de trabalhadores responsáveis pelo atendimento e pelo funcionamento dos serviços.
No período de 12 meses, o banco fechou 318 agências e 550 postos de atendimento, entre PA (Postos de Atendimento) e PAE (Postos de Atendimento Eletrônico), e abriu 16 unidades de negócio. Ao final de setembro, mantinha 1.741 agências, 1.428 postos de atendimento e 723 unidades de negócio.
Entretanto, a base de clientes cresceu em 300 mil pessoas no terceiro trimestre, chegando a 110,7 milhões.
Em relação à carteira de crédito expandida, o registro foi de R$ 1,150 trilhão em setembro, crescimento de 11,1% em 12 meses. O saldo das operações com pessoas físicas chegou a R$ 484,9 bilhões, com alta de 7,4% no período, enquanto a carteira de pessoas jurídicas alcançou R$ 664,7 bilhões, avanço de 14,1%.
Quanto ao volume de receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias, nos primeiros nove meses de 2026, elas somaram R$ 23,8 bilhões, alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Já as despesas com pessoal, incluindo o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), totalizaram R$ 20,3 bilhões, crescimento de 3,8%. As receitas secundárias do banco cobriram 117,1% dessas despesas no período.
Fonte: Contraf-CUT