A abertura da 28ª Conferência Nacional dos Bancários reuniu lideranças sindicais e representantes de entidades nacionais, na noite desta sexta-feira (19), em São Paulo.
Sob o lema “Pelos bancários e pelo Brasil”, os representantes da categoria bancária destacaram a defesa dos direitos, a renovação da CCT e a importância da mobilização da categoria diante dos desafios do mundo do trabalho.
Participaram da mesa da solenidade dirigentes das centrais sindicais, como a CUT, CTB e Intersindical, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), da Fenae, do Comando Nacional dos Bancários, federações e de forças políticas.
Juvandia Moreira, presidenta da Contraf-CUT e coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, lembrou que a categoria terá grandes desafios neste ano. Entre eles, impedir que o Brasil retroceda.
“Temos uma luta corporativa, que é renovar nossa Convenção Coletiva de Trabalho e os acordos específicos. Os bancários querem aumento real, querem uma PLR maior. Esse é o nosso papel e vamos travar essa luta. Mas podemos fazer o melhor acordo coletivo do país, com 85% das cláusulas acima da lei. Se não discutirmos o Brasil e não reelegermos o presidente Lula, se elegermos um presidente fascista, nossas conquistas estarão em risco”, ressaltou Juvandia.
O combate ao feminicídio e o fortalecimento das mobilizações em defesa dos direitos da classe trabalhadora foi o destaque da saudação do presidente da CUT, Sergio Nobre.
“O movimento sindical está chamando uma grande mobilização para o dia 30. E queremos todos e todas nessa luta. Mais da metade dos afastamentos do trabalho estão relacionados a doenças psíquicas e é por isso que os empresários estão tão ferozes contra a NR-1”, afirmou Nobre.
Sergio Takemoto, presidente da Fenae, falou sobre os impactos da digitalização e da inteligência artificial no setor financeiro e ressaltou a importância do movimento sindical.
“Os sindicatos não são apenas instrumentos de defesa dos direitos conquistados. São organizações fundamentais para construir respostas coletivas aos problemas que afetam os trabalhadores”, observou Takemoto.
A importância da negociação coletiva em um cenário marcado por mudanças profundas no sistema financeiro e pela ofensiva de setores contrários aos direitos dos trabalhadores marcou a saudação do secretário regional da UNI Américas, Márcio Monzane.
“Diante da retirada de direitos, do fechamento de postos de trabalho e das agências bancárias, a negociação coletiva é a nossa última barreira. Por isso, precisamos de sindicatos, federações e confederações fortes, como a Contraf-CUT”, destacou Monzane.
*Fonte: Contraf-CUT