Bancários aprovam pauta e definem eixos de lutas da Campanha Nacional

Após três dias de debates na 28ª Conferência Nacional dos Bancários, foi aprovada neste domingo (21) a pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada da categoria.

Mais de 630 delegados e delegadas (372 homens e 261 mulheres) e 140 convidados, representantes da categoria bancária, de norte a sul do país, participaram do encontro.

O Sindicato dos Bancários de Niterói e Regiões também esteve presente acompanhando o desenvolvimento dos debates e a apresentação de propostas para embasar a minuta de reivindicações da campanha.

De acordo com Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta da Contraf-CUT, a minuta de reivindicações expressa as preocupações da categoria, “como aumento real, valorização e proteção do emprego bancário, combate ao assédio moral, às metas abusivas, por um ambiente de trabalho saudável e para que as transformação estruturais do setor decorrentes da implementação das novas tecnologias resultem em benefícios para a categoria, não em fechamento de agências e postos de trabalho”.

A pauta de reivindicações será entregue na próxima quarta-feira, 24 de junho, pelo Comando Nacional dos Bancários à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Confira o que ficou definido na Conferência:

– 5% de aumento real no salário e nas demais verbas, como PLA, VA e VR;
– Fim das metas abusivas;
– Manutenção do formato atual da PLR (percentual do salário mais parcela fixa e adicional);
– Manutenção dos direitos conquistados;
– Manutenção da mesa única, da CCT pra toda a categoria e dos direitos já conquistados;
– Defesa do emprego bancário;
– Defesa dos bancos públicos;
– Distribuição melhor dos ganhos da tecnologia, e pelo fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, preservando a privacidade do bancário.

Eixos de luta política para o próximo período:

– Por um sistema financeiro mais regulado;
– Importância das eleições de 2026 e de apoio a candidaturas comprometidas com a classe trabalhadora, para a Presidência da República, governos estaduais e do Distrito Federal e, com especial atenção, para Câmara dos Deputados e Senado;
– Organização do movimento: autorregulação e comunicação;
– Segurança tecnológica para os clientes.

Moções aprovadas:

– Em defesa da dignidade, da saúde e pela valorização das trabalhadoras e trabalhadores aposentados e idosos no setor bancário;
– Por uma dupla missão para o Banco Central do Brasil – Estabilidade de preços e proteção de emprego;
– De repúdio às práticas antissindicais, à precarização do trabalho e ao desmonte do atendimento pelo banco Santander;
– Manifesto de solidariedade ao povo bolivariano e à Cuba. Lutar contra o imperialismo.

Resoluções:

– Contra os ataques à democracia e soberania nacional, e pela reeleição do presidente Lula;
– Contra a PEC 65/2023, independência do Banco Central, e que afasta a instituição do controle democrático, priorizando os interesses do setor financeiro em detrimento do desenvolvimento social. A resolução inclui ainda posicionamento contra a porta-giratória no Banco Central e pela redução dos juros bancários.

 

*Fonte: Contraf-CUT