Avanço em inclusão é destaque em mesa de negociação do Banco do Brasil

A primeira negociação da pauta de diversidade específica dos funcionários do Banco do Brasil da Campanha Nacional 2026 debateu direitos de PcDs, população LGBTQIA+, mulheres, licença parental e proposta de linha de crédito para renegociação de dívidas dos funcionários.

A mesa reuniu representantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB) e da direção do banco, nesta sexta-feira (17), em São Paulo.

Na pauta, reivindicações como a cumulatividade dos benefícios destinados às pessoas com deficiência com o auxílio-creche/babá, a concessão de licença de até 15 dias por ano para acompanhamento de dependentes com deficiência, sem limite de idade, em consultas e tratamentos médico-odontológicos, a realização de um Censo da Pessoa com Deficiência no Banco do Brasil para identificar esse público e suas necessidades, a ampliação das possibilidades de teletrabalho para PcDs que necessitem dessa modalidade e que haja o acompanhamento para garantir a adaptação dos trabalhadores.

O abono das horas necessárias para tratamentos, terapias e consultas médicas também fez parte das solicitações. Além disso, os trabalhadores pediram incentivo à participação feminina na área da Tecnologia.

Também foi pedida a ampliação da proteção às mulheres em situação de violência doméstica, com a garantia de afastamento de até seis meses, sem necessidade de encaminhamento ao INSS e com preservação do cargo no retorno ao trabalho.

O movimento sindical reivindicou, ainda, a criação de licença parental para cada pessoa de referência da criança ou do adolescente, limitada a duas pessoas, sem prejuízo do emprego ou da remuneração.

A pauta incluiu a equiparação da união estável ao casamento para fins de concessão dos benefícios previstos no acordo coletivo.

Os representantes do banco informaram que as propostas serão avaliadas antes de a instituição apresentar uma resposta.

A direção também afirmou que trabalha com a meta de alcançar a paridade de gênero nos cargos de liderança até 2030.

Na questão do endividamento, a representação dos funcionários propôs a criação de uma alternativa efetiva para a renegociação de dívidas dos empregados junto ao Banco do Brasil.

A direção do BB afirmou que estuda alternativas para enfrentar o problema.

A representação dos funcionários destacou, ainda, a questão da melhoria das condições de trabalho com a revisão dos mecanismos de monitoramento da produtividade.

 

*Fonte: Contraf-CUT