Após cobrança do movimento sindical, BB pode dar resposta definitiva sobre a Cassi

A estratégia da negociação com o Banco do Brasil sobre o custeio da Cassi foi a pauta da reunião, realizada na última sexta-feira (3), entre representantes das entidades do funcionalismo do BB e integrantes da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

A reunião aconteceu depois que a diretoria da Cassi enviou uma correspondência às entidades e ao banco, alertando sobre a urgência na necessidade de uma solução que mantenha as contas da Caixa de Assistência em conformidade com as exigências financeiras e regulatórias.

A necessidade de reforçar ao banco a importância de um aporte emergencial de R$ 580 milhões, garantindo recursos imediatos para preservar o atendimento aos associados foi consenso entre as entidades.

Além disso, foi defendido o adiamento da cobrança da primeira parcela do adiantamento do 13º salário para o fim de 2027.

Em mesa de negociação, no mesmo dia, o negociador do banco fez um resgate das discussões realizadas no encontro anterior, em 23 de junho, e afirmou que a instituição vê de forma positiva a proposta de um aporte.

No entanto, o representante do banco ressaltou que a antecipação do 13º salário, isoladamente, não seria suficiente para solucionar o problema de desenquadramento do capital regulatório da Cassi.

No final do encontro, o representante do BB disse que o banco acolhe positivamente a proposta apresentada pelas entidades, mas que ainda necessita de tempo para avaliar seus impactos.

Segundo ele, embora a divisão do custeio em 70% para o banco e 30% para os associados esteja prevista na Resolução CGPAR nº 52, alcançar esse patamar representa um desafio para a empresa neste momento. Porém, se comprometeu a apresentar um retorno em curto prazo, devido à urgência da situação da Cassi.

 

*Fonte: Contraf-CUT