As negociações entre o Banco do Brasil e os representantes dos trabalhadores nas negociações coletivas nas campanhas 2022-2024 e 2024-2026 alcançaram conquistas e direitos.
Confira:
Na campanha 2022-2024, as principais conquistas foram reajuste salarial de 8% em 2022 e ganho real de INPC + 0,5% em 2023. O auxílio-alimentação (VA) e refeição (VR) tiveram aumento de 10% em 2022, além do pagamento excepcional de um abono de R$ 1.000,00 na cesta-alimentação.
A campanha 2024-2026 garantiu ganhos reais acima da inflação (INPC) nos dois anos de vigência (reajustes de 4,64% em 2024 e 5,68% em 2025).
Também houve avanços importantes no teletrabalho, com a consolidação de regras nacionais sobre respeito à jornada, ponto eletrônico, direito à desconexão, ergonomia e o pagamento de uma ajuda de custo mensal (estabelecida em R$ 90,40 em 2024 para trabalhadores elegíveis no BB).
Em relação às cláusulas sociais, o acordo de 2024 registrou avanço em questões de diversidade e proteção. Entre elas, combate à violência e assédio (moral e sexual), bolsas de formação em Tecnologia, com cursos direcionados às mulheres.
Além disso, foram incluídas cláusulas de apoio a PcDs, diversidade e igualdade, com regras de repúdio à discriminação e compromisso de igualdade salarial entre homens e mulheres.
Entre as conquistas específicas do Banco do Brasil estão redução de jornada para pais de PcDs (2024); previsão de abertura de 4 mil vagas de 6 horas e 2.700 novas vagas de 8 horas, além de 500 novas vagas para gerência de relacionamento.
Na campanha de 2022, o banco retirou a proposta que reduziria de três para um o número de ciclos avaliatórios necessários para o descomissionamento. E ainda: proteção aos caixas, com regras de transição, prioridade em novas vagas e preservação da gratificação de caixas em situações específicas acordadas ou via ações jurídicas.
Na campanha 2024-2026 houve ampliação da PLR, com teto de distribuição proporcional do Módulo BB sendo ampliado para 7 salários paradigmas. Além disso, no banco de horas da pandemia, houve ampliação do prazo de compensação das horas negativas até abril de 2025, com anistia total para grupos específicos, como PcDs.