A proposta global apresentada pelo Santander para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) foi considerada insuficiente pela Comissão de Organização dos Empregados (COE).
A representação dos trabalhadores não aceitou a proposta e pediu melhorias. Com isso, o banco não retomou as negociações durante a reunião da última quinta-feira (1º).
A COE aguarda novo contato do banco para a retomada das negociações.
Ainda durante a reunião, a representação dos trabalhadores apresentou denúncias sobre casos de empregados considerados “hipersuficientes” (com nível superior e salário maior que dois tetos da Previdência Social). Eles estariam sendo pressionados a aceitar acordos individuais para alteração contratual.
O banco apresentou uma proposta com a manutenção de todas as cláusulas atualmente vigentes e alterações em diferentes pontos da pauta, como isenção de coparticipação para trabalhadores com deficiência (PCDs), além de propostas relacionadas à bolsa-auxílio de estudos, banco de horas, Comissão de Conciliação Voluntária (CCV) e PPRS.
No caso da Participação nos Programas de Resultados Santander (PPRS), a proposta prevê a aplicação de ganho real de 1,2%, com a correção das faixas para 5,20%.
A COE rejeitou a proposta porque avaliou que existe a possibilidade de o trabalhador receber, a título de PPRS, um valor inferior ao recebido no ano passado.
*Fonte: Contraf-CUT