A fim de dar continuidade às negociações da pauta de reivindicações entregue em 1º de julho, a COE Itaú se reuniu com a direção do banco, na última terça-feira (29).
Construída a partir das deliberações do Encontro Nacional dos Funcionários do Banco, a pauta apresenta temas como fechamento de agências e a realocação de trabalhadores, a reestruturação do Segmento Empresas, a cobrança de metas, o plano de saúde, as certificações ANBIMA, a Fundação Itaú/Franprev e a renovação do Acordo Macro.
A coordenadora da COE Itaú, Valeska Pincovai, lembrou que o banco passa por um processo de transformação e que precisa ser garantida a segurança dos trabalhadores, bem como a transparência nos processos e participação humana nas decisões que impactam a vida profissional dos bancários.
O fechamento de agências foi um dos principais temas discutidos. A COE pediu o fim das demissões decorrentes do encerramento das unidades e a realocação de todos os trabalhadores envolvidos.
A COE também solicitou a ampliação do Programa de Requalificação e Indenização para todo o Varejo e também para as Agências Digitais.
Outra reivindicação da representação dos trabalhadores foi em relação à reestruturação do Segmento Empresas. A preocupação refere-se principalmente às regras de remuneração variável, à definição e cobrança de metas e aos critérios de avaliação.
Sobre o turnover, o banco não apresentou os dados solicitados, com números de trabalhadores admitidos e demitidos, além dos desligamentos relacionados aos processos de encerramento de agências.
Quanto à renovação do Acordo Macro, a COE pediu um quadro atualizado do Banco de Horas, com informações necessárias para o acompanhamento do tema.
A COE também questionou as ferramentas utilizadas pelo banco para monitorar e medir a atividade dos funcionários e reivindicou maior transparência sobre os mecanismos empregados.
Em relação ao Banco dos Aposentados, o Itaú falou sobre a sua expansão. Atualmente, são 19 agências, com expectativa de chegar a aproximadamente 500 unidades.
O modelo do Banco Agro também foi apresentado. Atualmente, ele conta com 72 espaços, seguindo o formato de escritório.
As certificações ANBIMA também foram alvo de questionamentos, principalmente em relação aos custos necessários para a conclusão dos processos e às dúvidas sobre a nova certificação CPRO-R, inclusive para trabalhadores licenciados.
A COE também pediu a reabertura das discussões sobre o plano de saúde, tanto para trabalhadores ativos quanto para aposentados. Mas o banco informou que, sobre os aposentados, não há espaço para negociação.
A representação dos trabalhadores também pediu a reabertura de discussão específica sobre o Plano da Fundação Itaú/Franprev, informando que vai apresentar pauta específica na próxima reunião.
COE e direção do Itaú voltam a se reunir no próximo dia 7 de outubro.
*Fonte: Contraf-CUT