A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal continua ativa, tendo completado mais de duas semanas de paralisação desde o seu início em 10 de setembro de 2026. O movimento ganhou um novo capítulo após a Caixa ajuizar um dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
O julgamento definitivo do dissídio está agendado para esta terça-feira, 29 de setembro, às 14h30. A Contraf-CUT apresentou formalmente sua contestação jurídica defendendo a total legalidade do movimento, a preservação dos direitos conquistados e a proteção contra qualquer tipo de retaliação aos grevistas.
Qual é a orientação diante da liminar de 60% do TST? O ministro Maurício Godinho Delgado concedeu uma liminar parcial determinando a manutenção de um contingente mínimo de 60% dos empregados em atividade por agência (seja de forma presencial ou remota), sob pena de multa diária de R$ 100 mil para os sindicatos.
Para cumprir a decisão judicial sem enfraquecer o movimento e garantir a segurança jurídica de todos, as entidades sindicais e a Fenae repassam as seguintes orientações práticas: Aguarde o contato da gestão. A organização de quem compõe os 60% necessários para o funcionamento mínimo em cada unidade é de responsabilidade dos gestores da Caixa, e não do empregado ou do sindicato.
A recomendação é aguardar o comando da chefia imediata sobre a escala de trabalho. A greve não acabou: A liminar do TST garante expressamente a continuidade da greve para os 40% restantes do quadro e proibiu a Caixa de impedir atos de mobilização nas agências. Quem não for escalado pela gestão para preencher a cota mínima deve permanecer mobilizado e em greve.
A adesão à greve continua respaldada pelas decisões das assembleias gerais. Você entra no movimento ao não iniciar a jornada de trabalho (caso não esteja escalado no contingente mínimo). A saída oficial da greve e o retorno total às atividades só ocorrerão após o julgamento do dissídio pelo TST no dia 29 ou caso haja uma nova deliberação e aprovação da categoria em assembleia.
Trabalho remoto: A decisão judicial detalha que os 60% de efetivo podem atuar tanto de forma presencial quanto remota. A recomendação central da Contraf-CUT e dos sindicatos locais é que os trabalhadores mantenham a unidade, acompanhem os canais oficiais de comunicação de suas bases e aguardem as definições jurídicas e políticas que ocorrerão no julgamento desta terça-feira.
*Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil