Na Caixa, negociações avançam e banco apresenta proposta final para o Saúde Caixa

Tema predominante nas negociações entre a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) e a Caixa, o Saúde Caixa teve uma proposta apresentada pelo banco, no último sábado (29).

Considerada pelo banco como final, a proposta será levada às assembleias que serão realizadas em todo o país de quinta (3) a sexta-feira (4).

Durante o encontro houve, ainda, encaminhamentos considerados importantes para a criação de um grupo de trabalho que discutirá PFG, PCS, Processos Seletivos Internos (PSIs) e remuneração variável, incluindo o Super Caixa.

A CEE pediu que os trabalhos tenham início logo após a conclusão da campanha, com calendário intensificado de reuniões. Outra medida relevante é que serão ampliadas as agendas da mesa permanente de negociação e realizadas reuniões específicas para discutir os modelos Figital e Genesys.

O novo modelo apresentado para o Saúde Caixa modifica a forma de cobrança em relação ao acordo atual. Segundo a proposta, para os empregados da ativa a contribuição passa a variar de acordo com a idade do titular e de cada dependente.

Em relação aos aposentados e pensionistas, contribuição do titular passaria de 3,5% para 4,5% da remuneração-base, enquanto a mensalidade por dependente passaria dos atuais R$ 480 para R$ 660.

O teto de comprometimento da renda do grupo familiar subiria de 7% para 9%. A proposta mantém as 13 mensalidades anuais.
Os dependentes indiretos (entre eles filhos de 21 a 27 anos) ficam fora do teto familiar.

A proposta prevê ainda recadastramento anual dos titulares e grupos familiares e abertura de um prazo de 90 dias para adesão de titulares que atualmente estejam fora do Saúde Caixa. Encerrado esse período, quem cancelar sua adesão não poderá voltar ao plano.

Quanto ao adiantamento salarial nos afastamentos por licença de saúde, a Caixa propôs que, quando o benefício for inicialmente indeferido pelo INSS, a cobrança para devolução do adiantamento não seja iniciada enquanto houver possibilidade de recurso. Somente após decisão definitiva começaria o procedimento de devolução.

“Conseguimos abrir caminhos importantes para continuar negociando carreira, remuneração variável e condições de trabalho. Mas as assembleias precisam avaliar com atenção todos os pontos propostos”, ressaltou a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen.

*Fonte: Contraf-CUT