O Comando Nacional dos Bancários garantiu a reposição total da inflação (INPC), mais aumento real de 0,6%, para 2026 e 2027, afastando a possibilidade de reajuste abaixo da inflação, com perdas para os trabalhadores, como havia proposto a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).
A proposta vai ser levada às assembleias, realizadas das 19h da próxima quinta-feira (3) às 19h de sexta-feira (4).
A orientação da Contraf-CUT e do Comando Nacional é que todos participem das assembleias, que serão precedidas de plenárias de esclarecimentos e debates sobre a CCT.
Caso a proposta seja aprovada nas assembleias dos dias 3 e 4, a primeira parcela da PLR será creditada no dia 30 de setembro.
O reajuste será aplicado também às seguintes cláusulas:
– Saúde mental: participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais, da nova Norma Regulamentadora nº 1 (RN-1), com objetivo de reduzir o adoecimento mental na categoria.
– Combate ao assédio: o banco disponibilizará o canal de combate ao assédio moral e sexual (conquistado na Campanha Nacional de 2024) para receber também denúncias sobre atos praticados por clientes contra os funcionários.
– Monitoramento digital: transparência e limites à vigilância a partir de ferramentas de monitoramento digital no trabalho, direito à feedback, com o objetivo de estabelecer gestão ética e humanizada da tecnologia, para proteção aos bancários.
– Direito à desconexão: para que bancários e bancárias tenham seu tempo fora da jornada de trabalho respeitado, por exemplo, não sendo obrigados a atender ou responder mensagens fora da jornada de trabalho, seja para clientes, seja para gestores.
– Paralisação do dia 20 de agosto: a Fenaban garantiu abono do dia de paralisação para as bases que aprovarem as propostas nas assembleias.
Sobre o Programa de indenização, qualificação e recolocação no mercado de trabalho, foram acordadas duas medidas, em casos de bancários demitidos devido ao fechamento de agências.
A primeira é a contratação da Gi Group, consultoria internacional que deverá elaborar planos para cada trabalhador, com diagnósticos, entrevistas e planos de qualificação e recolocação individualizados.
Já a segunda, diz respeito ao aumento da indenização adicional, além do já previsto na CCT. Confira a tabela abaixo:

*Fonte: Contraf-CUT