O Sindicato dos Bancários de Niterói e Regiões esteve ao lado dos bancários e bancárias, durante toda esta quinta-feira (20), Dia Nacional de Paralisação da categoria bancária.
Equipes do Sindicato participaram da ação colando cartazes alusivos à Campanha Nacional Unificada da categoria e dialogando com bancárias e bancários sobre as reivindicações e a importância da mobilização da categoria.

Em Niterói, as ações foram realizadas no Centro, Icaraí, São Francisco, Região Oceânica, Santa Rosa e no Fonseca.
Houve ações ainda em São Gonçalo, Alcântara, Itaboraí, Rio Bonito, Cabo Frio e Rio das Ostras.
A mobilização dos trabalhadores é por aumento real, valorização do piso salarial, valorização do Vale Refeição (VR) e Vale Alimentação (VA), valorização da PLR, além de melhores condições de trabalho. A paralisação foi decidida em assembleias realizadas por sindicatos em todo o país, na última segunda-feira (17).

A decisão dos trabalhadores é uma resposta à intransigência da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que ainda não apresentou uma proposta digna com índice de reajuste salarial.
A Fenaban tinha, inclusive, proposto reajustes por faixas salariais, fragmentação do aumento dos vales refeição e alimentação entre cidades maiores e menores, e de congelamento do piso de ingresso para os novos bancários.

Porém, a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores, que vêm mostrando sua força em diversas mobilizações. Nas assembleias do último dia 17, 97% dos trabalhadores disseram “não” às propostas da Fenaban. Com isso, os banqueiros recuaram, mas sem apresentar novas propostas.
Na manhã desta quinta-feira, o Sindicato promoveu um grande ato em frente à agência da Caixa Econômica Federal, no Centro de Niterói. Uma banda de música ajudou a animar a mobilização e chamou a atenção dos pedestres.

À tarde, o Sindicato promoveu um grande ato, no Centro de Niterói, com um caixão e marcha fúnebre em protesto contra a falta de uma proposta decente da Fenaban.
“A campanha já está na oitava rodada de negociações e até agora não tivemos uma resposta satisfatória dos bancos. Nossa categoria está massacrada com metas abusivas, que só adoecem a categoria. Enquanto isso, os bancos continuam tendo lucros bilionários, enquanto fecham agências, postos de trabalho e demitem pais de família”, observou o presidente do Sindicato, Jorge Antonio Porkinho.