As críticas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ao conjunto das cláusulas econômicas, da minuta de reivindicações da categoria bancária, marcaram a sexta rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, realizada nesta terça-feira (4).
De acordo com a Fenaban, a PLR não deveria ser reajustada. A entidade argumentou que os bancos possuem programas próprios de remuneração variável, apontando que o lucro do setor bancário está sofrendo com a escalada de concorrência com outros atores no sistema financeiro nacional.
A resposta do Comando Nacional foi que a PLR não se relaciona com os programas próprios e que não abre mão da valorização da PLR.
O movimento sindical ressaltou que, ainda que Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) preveja a possibilidade de distribuir até 15% do lucro líquido, os grandes bancos privados distribuem, em média, um percentual bem menor: 5,9%.
O Comando também rebateu as críticas ao conjunto de cláusulas econômicas. Segundo o movimento sindical, a minuta reflete as reivindicações de diversos segmentos do setor bancário.
Nas cláusulas econômicas, os principais pontos de reivindicação incluem o aumento real (reposição da inflação mais 5% de reajustes) nos salários e demais verbas; valorização da PLR; aumento maior para va/vr; adoção do salário mínimo necessário do Dieese (R$ 7.999,44) como piso da categoria; e criação de um piso para os profissionais da TI.
“A expectativa da categoria é grande por aumento real, valorização da PLR, aumento maior nos tickets refeição e alimentação e no piso da categoria. Os bancários também exigem o fim das demissões em massa e do fechamento de agências”, afirmou Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional.
A Fenaban ficou de apresentar uma proposta geral às reivindicações no próximo dia 13 de agosto.
*Fonte: Contraf-CUT