A Campanha Nacional Unificada dos Bancários 2026 segue, nesta quinta-feira (30), com nova rodada de negociações. O debate será sobre aumento real e melhores condições de trabalho.
Os trabalhadores reivindicam ajustes acima da inflação para os salários, na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), nos tíquetes alimentação e refeição, além de outras verbas remuneratórias.
O Sindicato dos Bancários de Niterói e Regiões marcará presença nesta rodada de negociações com o presidente Jorge Antonio Porkinho, que também vai representar a Federa-RJ junto ao Comando Nacional dos Bancários.

Nesta quarta-feira (29), o Comando Nacional fez uma reunião a fim de se preparar para a mesa de negociação que acontece nesta quinta-feira (30) com a Federação Nacional dos Bancos.
Durante a semana, sindicatos da base da Federa-RJ promoveram ações nas agências para alertar bancários e bancárias sobre a importância da participação e apoio da categoria para o fortalecimento das negociações da Campanha.
O setor bancário é o mais lucrativo e com maior patrimônio líquido do país. Segundo o economista e técnico do Dieese, Gustavo Cavarzan, no ano passado, os cinco maiores bancos tiveram lucro de R$ 124 bilhões. Só no 1° trimestre desde ano, os lucros atingiram R$ 29,8 bilhões.
Supersalários
Os bancos argumentam dificuldades na mesa de negociação para arcar com o custo dos funcionários. Porém, para os altos executivos o discurso é outro.
No ano passado, o Santander pagou, em média, R$ 8,3 milhões a cada membro da diretoria estatutária. Bradesco e Itaú pagaram R$ 7,8 milhões e R$ 17,9 milhões, respectivamente, aos seus altos executivos.
No total, esses valores representam mais de 120 vezes a remuneração média de um bancário na função de escriturária (incluindo salário, 13º, férias, tíquetes e PLR).
*Fonte: Contraf-CUT e Federa-RJ