CEE/Caixa defende critérios transparentes em PSIs

A necessidade de atualização da estrutura de carreira da Caixa, com novo Plano de Funções Gratificadas (PFG), novo Plano de Cargos e Salários (PCS) e regras objetivas, transparentes e democráticas para os Processos Seletivos Internos (PSIs) foi uma das prioridades no debate desta quinta-feira (23), durante a terceira mesa de negociações específicas com a Caixa, dentro da Campanha Nacional dos Bancários 2026.

No encontro a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) também cobrou avanços concretos nas cláusulas de condições de trabalho.

Segundo a coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, as mudanças na organização do trabalho, nas funções e nos sistemas de avaliação e remuneração não podem continuar sendo feitas de forma unilateral pelo banco.

“A Caixa precisa construir, com a representação dos empregados, novos planos que valorizem a trajetória profissional, deem previsibilidade e acabem com os remendos que geram insegurança, sobrecarga e adoecimento”, afirmou Luiza.

A CEE também defendeu que os processos seletivos internos respeitem princípios de transparência, impessoalidade, objetividade e diversidade, com regras conhecidas previamente e participação de bancas examinadoras representativas da diversidade no banco.

Segundo os representantes da Caixa, há estudos em andamento sobre PFG, PCS e PSI. O banco se comprometeu a buscar informações para apresentar à mesa. A CEE/Caixa explica que esses estudos precisam ser compartilhados com as entidades sindicais, para serem debatidos antes de qualquer implementação.

A CEE também voltou a cobrar a inclusão de cláusula específica sobre teletrabalho no ACT da Caixa.

A representação dos empregados criticou o modelo de atendimento “figital”, no qual empregados das unidades físicas precisam conciliar o atendimento presencial com demandas digitais, por meio da ferramenta Genesys. Também foi cobrado que não haja punição no programa de desempenho da unidade (Alcance.Caixa).

No encontro, a Caixa apresentou parte dos dados sobre diversidade cobrados pela representação dos empregados na primeira rodada de negociação específica.

Em relação ao Saúde Caixa, o banco apresentou novos dados sobre adesões, cancelamentos, perfil da base e composição dos beneficiários.

Entretanto, o destaque foi o reconhecimento, pela Caixa, de que o fim do teto de gastos do banco com a saúde do seu quadro de pessoal permite a retomada do modelo de custeio 70/30, no qual 70% dos custos são arcados pela Caixa e 30% pelos empregados, garantindo sustentabilidade ao Saúde Caixa por pelo menos dois anos.

Na próxima segunda-feira (27) será realizado o Dia Nacional de Mobilização em defesa do Saúde Caixa e por melhores condições de trabalho, em todo o país.

A próxima reunião de negociação específica com a Caixa está marcada para o dia 31 de julho.

*Fonte: Contraf-CUT