COE e Comando Nacional dos Bancários entregam reivindicações ao Itaú

Nesta quarta-feira (1º), representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú e do Comando Nacional dos Bancários entregaram à direção do banco a minuta de reivindicações dos trabalhadores e trabalhadoras.

O documento reúne propostas voltadas à preservação dos empregos, melhoria das condições de trabalho, saúde, diversidade, segurança, remuneração e acompanhamento das reestruturações em curso na instituição.

No encontro, o movimento sindical ressaltou que o Itaú atravessa um amplo processo de reestruturação, com impactos diretos sobre a vida dos bancários, e reforçou a necessidade de que o banco valorize o processo negocial e dialogue com os representantes dos trabalhadores sobre as mudanças.

Confira os principais pontos da pauta: fim do fechamento de agências; valorização dos trabalhadores nos processos de realocação, com garantia de emprego; criação de uma mesa permanente sobre diversidade; acolhimento aos trabalhadores adoecidos; fim das convocações para exames médicos que desconsiderem os laudos dos médicos assistentes; combate ao assédio moral; participação dos trabalhadores na implementação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1); reforço da segurança nas agências; manutenção dos benefícios durante afastamentos por saúde; transparência na utilização de ferramentas de monitoramento baseadas em inteligência artificial e debate sobre a implementação da IA nos processos de trabalho.

O banco apresentou um projeto-piloto voltado ao atendimento de clientes aposentados, que será implantado inicialmente nos estados de São Paulo e Paraná. As unidades participantes passarão por adequações de layout, mas os empregados permanecerão nos mesmos cargos. As metas serão ajustadas de acordo com os produtos específicos do segmento, e os trabalhadores receberão treinamento para atuar no novo modelo de atendimento.

A mudança no regime de trabalho híbrido prevista para 2027 e 2028 também foi tema de debate. O Itaú reafirmou que manterá a decisão de ampliar a presença dos empregados nos escritórios.

De acordo com o banco, a medida busca reduzir os impactos do trabalho remoto na integração das equipes, na dinâmica de trabalho e no desenvolvimento profissional.

*Fonte: Contraf-CUT