Representação dos trabalhadores quer respostas do BB sobre a Cassi

Mais uma rodada de negociações sobre o custeio da Cassi foi realizada com representantes dos funcionários do Banco do Brasil, na última quarta-feira (3).

O objetivo foi discutir alternativas para garantir a sustentabilidade da Caixa de Assistência e avançar na construção de um modelo de financiamento capaz de atender às demandas dos associados.

A proposta do Banco do Brasil foi aprofundar o debate técnico sobre cenários elaborados a partir de uma proposta de modelo híbrido de custeio, sob o argumento de que existiriam divergências em relação ao formato apresentado.

A posição do banco foi recebida com surpresa pelos representantes dos trabalhadores. Segundo eles, a expectativa era obter retorno sobre as críticas e os apontamentos feitos na reunião anterior, já que há consenso quanto à necessidade de buscar uma alternativa que não esteja vinculada somente à remuneração dos funcionários.

Para as entidades, é preciso aprofundar os estudos e as simulações para avaliar os impactos de cada proposta e construir uma solução equilibrada para a Cassi.

Fernanda Lopes, coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), observou que o debate precisa contemplar temas que seguem sem definição.

“O que precisamos agora é analisar com profundidade os cenários apresentados e seus impactos para os associados. Mas também é fundamental avançar em questões que seguem sem solução, como o custeio da assistência à saúde no período pós-laboral dos funcionários admitidos após 2018 e o direito definitivo de filiação à Cassi para os colegas egressos de bancos incorporados”, disse a coordenadora.

A representação dos trabalhadores também destacou a necessidade de garantir uma solução permanente para os funcionários oriundos de bancos incorporados pelo Banco do Brasil, assegurando seu acesso ao Plano de Associados da Cassi.

*Fonte: Contraf-CUT