Santander: fechamento de agências e sobrecarga de trabalho são temas de debate entre COE e direção do banco

Os impactos do fechamento acelerado de agências e o aumento da sobrecarga enfrentada pelos bancários foi a pauta da reunião, ocorrida nesta quarta-feira (13), entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE) e a direção do Santander.

No encontro, os representantes dos trabalhadores ressaltaram que a rede física já opera no limite e não pode absorver novos cortes. Relataram ainda que regiões, antes atendidas por várias unidades, passaram a contar com apenas uma agência.

O resultado é a concentração de milhares de clientes, filas enormes e aumento da pressão sobre os empregados.

Para a coordenadora da COE Santander, Ana Marta Lima, a situação chegou a um nível crítico.

“O fechamento de agências está impactando trabalhadores e clientes. Há casos de longas filas de espera para serviços essenciais”, afirmou Ana Marta.

Segundo a coordenadora, os efeitos atingem principalmente idosos, moradores de periferias, áreas rurais e a população de baixa renda, que precisam mais do atendimento presencial.

Ana Marta apontou, ainda, impactos diretos nas avaliações de desempenho. Segundo ela, mesmo quando o atendimento é adequado, as longas filas influenciam negativamente o NPS, indicador utilizado pelo banco para medir a satisfação do cliente.

“Isso contribui para o adoecimento da categoria, que já registra índice de afastamentos pelo INSS três vezes superior à média nacional”, afirmou a coordenadora.

Em 2025, segundo demonstrações financeiras do Santander, foram encerradas 575 unidades entre agências e pontos de atendimento (-26%). Já no primeiro trimestre de 2026, foram fechadas 63 unidades.

Ainda segundo dados do banco, desde 2019, foram encerrados 2018 postos de atendimento, sendo 1460 agências. Atualmente, restam 868 agências e 754 PABs.

*Fonte: Contraf-CUT