Violência: Contraf-CUT quer respostas da Caixa sobre mecanismos de proteção

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) está solicitando que a Caixa Econômica Federal responda às reivindicações feitas na reunião de março passado.

A representação dos trabalhadores cobrou melhorias nos mecanismos de proteção às empregadas vítimas de violência doméstica e de situações de violência no ambiente de trabalho.

No encontro, a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) destacou a necessidade de aprimorar tanto as ferramentas quanto as normas que regulamentam o uso dos instrumentos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Caixa.

De acordo com as entidades, sem ajustes nas regras, o uso dos mecanismos de proteção pode acabar gerando novas perdas às vítimas, contrariando o objetivo das cláusulas negociadas.

Confira as demandas apresentadas à Caixa:

  • Garantia de que mulheres transferidas por motivo de violência não tenham perda de renda;
  • Maior agilidade na análise e execução dos pedidos;
  • Soluções para casos em que a violência é cometida por outro empregado da Caixa e exigem medidas protetivas;
  • Alternativas para situações em que a violência é praticada por clientes, especialmente em localidades onde não há outra agência para realocação da trabalhadora.

Segundo a Contraf-CUT, os instrumentos previstos nas normas coletivas existem justamente para proteger as trabalhadoras em situações de vulnerabilidade e, por isso, precisam ser efetivos, acessíveis e livres de entraves burocráticos.

 

*Fonte: Contraf-CUT