Quarta, 23 Junho 2021

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Hoje tem negociação e twitaço: #NãoMexaNaPLR e #NenhumDireitoAMenos

Publicado em Notícias Quinta, 20 Agosto 2020 10:18

 

Acontece às 13h desta quinta (20) a sétima rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). E, para que os banqueiros sintam a união e a força da categoria, às 12h um twitaço irá acontecer com as hashtags #NãoMexaNaPLR e #NenhumDireitoAMenos. A participação da categoria é fundamental para mostrar que não há nenhuma disposição em retroceder.

 

Na última reunião, que aconteceu na terça (18), os banqueiros propuseram redução de até 48% na Participação de Lucros e Resultados (PLR) dos bancários, algo que foi negado no ato pelos representantes dos trabalhadores. “É absurdo que o setor mais lucrativo da economia queira reduzir a PLR dos seus funcionários. Por isso rejeitamos a proposta na mesa”, comentou Ivone Silva, uma das coordenadora do Comando Nacional dos Bancários e presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo.

 

Hoje, a expectativa é que a Fenaban traga para a mesa de debates propostas sobre aumento real de salário, estabilidade no emprego, regulação do teletrabalho, entre outros eixos da campanha. "Os maiores bancos do país continuaram apresentando resultados expressivos no primeiro semestre. Portanto, eles não têm justificativa para diminuir a PLR, como também podem atender nossas reivindicações por aumento real, VA e VR maiores, mais empregos e melhores condições de trabalho. Todas já apresentadas nas rodadas de negociação anteriores", analisou Ivone.

 

Vale ressaltar que a pauta de reivindicações foi montada com base em uma pesquisa feita com 30 mil bancários de todo o país durante a Conferência Nacional da categoria. Os bancários reivindicam aumento real de 5%; VA e VR de R$ 1.045 mensal cada; PLR de 3 salários mais parcela fixa de R$ 10.742,91; Plano de Cargos e Salários mais justo e transparente; além de melhores condições de saúde e segurança; igualdade de oportunidades para mulheres, negros e PCDs (pessoas com deficiência); manutenção dos empregos; compromisso dos bancos de não terceirizar; condições dignas para exercer o home office, e a manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria, dentre outros vários pontos da pauta entregue aos bancos no dia 23 de julho.