Terça, 18 Maio 2021

Facebook

Caixa e suas ambiguidades: essencial para a população, mas o Governo quer vender

Publicado em Caixa Terça, 27 Abril 2021 16:20

 

 

Você sabia que há 160 anos a Caixa Econômica Federal é o banco de todos os brasileiros, mas pode deixar de ser no próximo dia 29 de abril?

 

O Sindicato dos Bancários de Niterói e região te explica. A Caixa é hoje responsável pelas principais políticas públicas e de desenvolvimento do país.

 

É nesse banco público que a população encontra parceria e facilidade para realizar o sonho de comprar a casa própria, de cursar uma faculdade, de fazer seu pequeno negócio crescer, de ter a esperança de um futuro melhor.

 

Em 2020, os empregados atenderam mais da metade da população brasileira, demonstrando ser a Caixa imprescindível como banco público e primordial em sua ação social.

 

No ano passado, mais de 120 milhões de brasileiros recorreram à Caixa – principal banco público do País – em busca do auxílio emergencial, seguro desemprego e para saques do FGTS.

 

Mesmo assim, o Governo Federal quer acabar com o banco público. Perseguem funcionários e deixam de pagar a PLR Social.

 

Os serviços da Caixa, executados por seus funcionários, são considerados pelo Governo e pela Justiça como essenciais à população. No entanto, qual medida se tomou para proteger os bancários da contaminação pela Covid-19.

 

Por isso, que o Sindicato dos Bancários de Niterói e região defende há anos a saúde dos bancários e agora, como essenciais, queremos a VACINA JÁ! A vacinação para os bancários tem que ser prioridade essencial para a manutenção, inclusive do pagamento do auxílio emergencial.

 

“Defender a Caixa, como banco público, passa também pelo reconhecimento de seus empregados e pela defesa de melhores condições de trabalho para estes trabalhadores. Nossa mobilização foi motivada por uma série de ataques, tanto contra a instituição financeira, como aos direitos históricos”, afirma Jorge Antônio Porkinho, presidente do Sindicato.

 

O Governo Bolsonaro e a direção do banco, comandada por Pedro Guimarães, programam a abertura de capital (IPO) da Caixa Seguridade.

 

A última tentativa em realizar o IPO da subsidiária foi em setembro de 2020, quando a operação estava avaliada em R$ 60 bilhões. O IPO foi suspenso em razão da instabilidade do mercado, provocada pela crise da pandemia.

 

Agora, com o agravamento da crise e uma expectativa mais negativa na bolsa, o valor estimado caiu para R$ 36 bilhões. O momento é inoportuno e de perdas, mas o que importa é “abrir a porteira para passar a boiada”.

 

“O momento é de nos unir e lutar contra essas atrocidades. Foi à base de muita luta que conquistamos muitos direitos e todo esse movimento tem de vir de dentro pra fora para mostrarmos nossas forças e defender a Caixa e nossos direitos”, disse Ivan Cardoso, diretor do Sindicato e funcionário da Caixa.

 

O Sindicato cobra a direção do banco sobre a abertura de capital de uma das operações mais rentáveis da Caixa, a Caixa Seguridade; o fim da pressão do governo para a devolução, pela Caixa, dos Instrumentos Híbridos de Capital e Dívida (IHCDs); a correção do pagamento, a menor, da PLR Social aos empregados; melhores condições de trabalho e de atendimento à população, por meio de mais contratações, proteção contra a Covid-19 e vacinação prioritária para os bancários.